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02/08/2017 -

Ponta D`Areia, o Portugal Pequeno, virou cenário de novela

Um dos bairros mais bucólicos da cidade, a Ponta D`Areia virou cenário da novela “A Força do Querer” da TV Globo com as presenças da atriz Juliana Paes e do ator Tonico Pereira . A família de Juliana é moradora de Niterói e Tonico teve presença marcante na cidade.

 

Com 4 séculos de existência, o bucólico bairro da Ponta d’Areia, conhecido também como  Portugal Pequeno,  tinha como principal  atividade a  industrialização das baleias, que era, na época um dos negócios mais rentáveis para a Colônia Portuguesa.

 

Os galpões e armazéns dessa indústria passaram a servir de quartel provisório para a divisão dos Voluntários Reais, tropas que vieram de Portugal, após o fim do Ciclo das Baleias. 

 

Igreja Nossa Senhora de Fátima, na Ponta D´Areia - Foto: Leo Zulluh/Cultura Niterói

 

Foram os portugueses com sua mão- de- obra, que no século XIX, alavancaram o bairro com pequenas oficinas e estaleiros de reparos navais, dando início a primeira indústria naval brasileira. Construíram barcos a vapor, caldeiras e peças fundidas em ferro. Posteriormente, na época de Irineu Evangelista de Sousa, Barão e Visconde de Mauá, a indústria diversificou-se e passou a produzir vários equipamentos, alguns incluídos no Catálogo de Produtos Industriais da Exposição Nacional de 1861 e mais tarde enviados à Exposição Universal, em Londres. Mauá, um empreendedor, chegou a empregar centenas de operários em suas instalações que produziram vários navios, entre eles o "Marquês de Olinda". Com a mudança da política econômica que facilitou a entrada de produtos estrangeiros, veio a falência. Mauá, precursor da industrialização brasileira, foi homenageado com nome de rua e do estaleiro, sediado na Ponta D’Areia.

 

Outra empresa que marcou época na economia fluminense, estabelecida também na Ponta D’Areia, foi a Companhia de Comércio e Navegação, de Pereira Carneiro e Cia. Ltda. Possuidora de importante frota de cabotagem e de grandes armazéns gerais, também negociava com sal. Foi desta companhia o dique Lahmeyer, o mais sólido do mundo por ter sido cavado em rocha e que durante muito tempo foi o maior da América do Sul.

 

O Conde Pereira Carneiro, principal acionista da Companhia de Comércio e Navegação, também construiu a vila que leva o seu nome, existente até hoje. A vila operária foi criada com fins sociais, com aluguel barato, escola e até uma capela, para os empregados da empresa. Atualmente a "vila" está incorporada ao patrimônio arquitetônico da cidade.

 

No Século XX, o bairro da Ponta D’Areia foi o ponto de encontro de quase todos os portugueses que escolheram Niterói como sua segunda terra Natal. O nome Portugal Pequeno data deste período, principalmente pela forte presença de portugueses. As famílias lusitanas foram saindo do bairro com a queda da indústria naval e o desenvolvimento da cidade.

 

Hoje, além de sua Colônia de Pesca, várias indústrias de produtos navais, estaleiros, o bairro mantém sua forte e histórica cultura portuguesa com seus restaurantes típicos de comida portuguesa, onde predomina o bacalhau, no De Colores, Dona Henriqueta e sua tradicional banda Portuguesa.  O outro símbolo da presença marcante dos portugueses na região é a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, cuja imagem foi trazida de Portugal em 1929.

 

 


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